RITUAIS FÚNEBRES EM MEMÓRIAS DE VELHOS EM PEDRO II – PI
DOI:
https://doi.org/10.52832/jesh.v6i2.682Resumen
Este artigo versa sobre as mudanças dos rituais fúnebres em memórias de velhos residentes no município piauiense de Pedro II, descrevendo-se as transformações das estratégias do bem morrer e do preparo para morte. O estudo foi constituído a partir das narrativas de pessoas de pouco mais de cinquenta e sessenta anos, socializados no catolicismo e residentes na zona rural. Para sua construção, foram utilizados os procedimentos metodológicos da história oral e o entrecruzamento das memórias dos diferentes entrevistados. Três indícios apresentam-se como resultados: o primeiro diz respeito aos velórios que ficaram mais curtos e o rito mais simplificado, além de haver diminuído o número de pessoas que vão às sentinelas (velórios). O segundo se refere ao entoamento das orações, no qual foi simplificado, sendo que algumas orações deixaram de ser entoadas. O terceiro refere-se à manifestação pública do luto, pois as mudanças de sensibilidade diante da morte provocaram um estranhamento nas manifestações públicas da dor no circuito social analisado. A pesquisa aponta alterações nas formas como as comunidades lidam com os funerais e a morte, este resultado é decorrência da progressiva institucionalização das práticas envolvendo a doença e a morte.
Descargas
Referencias
Ariès, P. (2012). História da morte no ocidente: da idade média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Bosi, E. (1994). Memória e sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras.
__________. (2003). O tempo vivo da memória: ensaios de Psicologia Social. São Paulo, Ateliê.
Delgado, L. A. N. (2010). História oral: memória, tempo, identidades. Belo Horizonte: Autentica.
Damatta, R. (1997). A casa e a rua. Rio de Janeiro: Rocco.
Elias, N. (2001). A solidão dos moribundos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
________ (1993). O processo civilizador. Rio de Janeiro, Jorge Zahar.
Halbwachs, M. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.
Hoffmann-Horochovski, M. T. (2008). Memórias de morte e outras memórias: lembranças de velhos. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade Federal do Paraná. Curitiba.
____________________. (2011). Rituais fúnebres em memórias de velhos. Horizonte: Belo Horizonte, v. 9, n. 24.
Mauss, M. (2003). Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.
Rodrigues, J. C. (2006). Tabu da morte. Rio de Janeiro: Fiocruz. DOI: https://doi.org/10.7476/9788575413722
Reis, J. J. (1991). A morte é uma festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia da Letras.
SARMENTO, Gilmara Gomes da Silva. Até que a morte nos separe: um estudo sobre os rituais matrimoniais e funerários numa comunidade rural fluminense. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2006. 158f.
Thomas, L. V. (1983). Antropología de La Muerte. México: Fondo de Cultura Económica.
Velho, G. (1999) Individualismo e cultura: notas para uma antropologia da sociedade contemporânea. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Narrativas Orais
José Ribamar. Entrevista realizada em dezembro de 2014, 61 anos.
Maria Silva. Entrevista realizada em janeiro de 2015, 50 anos.
Roberto Sousa. Entrevista realizada em julho de 2015, 71anos.
Nonato Rodrigues de Sousa. Entrevista realizada em julho de 2015, aos 61 anos.
Francisco Silva. Entrevista realizada em agosto de 2015, 65 anos.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Journal of Education Science and Health

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.































