ESPAÇOS ABERTOS E FORMAIS A EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.52832/rensin.v4.644Palavras-chave:
educação; espaços não formais; sistemas naturais; ciências naturais; biologia.Resumo
Resumo: As normativas educacionais relativas às atividades multidisciplinares extraescolares, em espaços não formais como laboratórios universitários, museus, escolas fazenda, jardins botânicos, reservas extrativistas e comunidades tradicionais, pautam-se nas resoluções do Conselho Nacional de Educação e constituem dispositivos privilegiados para essa integração. O objetivo da pesquisa descritiva foi promover a ambientalização dos estudantes em espaços naturais, integrados a diferentes áreas do conhecimento, com ênfase no estudo da fauna e da flora ancestrais e no resgate de saberes empíricos e tradicionais a serem utilizados e aplicados ao longo de suas trajetórias acadêmicas e sociais. Este relato de experiência, vivenciado desde 2021, tem como intencionalidade pedagógica articular os conteúdos das disciplinas de Ciências e Biologia a práticas de campo em espaços não formais, favorecendo a aprendizagem crítica e contextualizada. As aulas ocorrem no formato de visitas técnicas e aulas de campo aberto, em parceria com institutos de pesquisa e com o Jardim Botânico de Manaus, mediante autorização prévia dos responsáveis e pré-agendamento com universidades locais, pesquisadores e alunos instrutores. A organização das aulas de campo exige planejamento logístico adequado, levando em conta as necessidades e o ritmo de aprendizagem de cada estudante. Como principais contribuições, as atividades têm possibilitado o desenvolvimento de múltiplas habilidades de observação, a identificação de vocações para profissões do futuro voltadas à comunicação científica ambiental e o fortalecimento do resgate de saberes ancestrais de diferentes culturas. Tais saberes, vivenciados no contexto genético e familiar dos estudantes, são conectados aos ambientes visitados, ampliando o sentido da aprendizagem. Desse modo, a experiência constrói coletivamente uma aprendizagem comprometida com a sustentabilidade, a valorização da vida em todas as suas formas e o reconhecimento da cultura local em todas as esferas do conhecimento.
Palavras-chave: Educação; Espaços não formais; Sistemas naturais; Ciências naturais; Biologia.
Referências
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